Entrevista com Ricardo Felizzola

Ricardo Felizzola, Vice Presidente e diretor de Apostas do JCRGS

Como estão preparativos para mais esta Edição do GP Bento Gonçalves ? Como o SR. Ve a possibilidade de quebra de recorde de apostas ?

Felizzola: A equipe do JCRGS esta completamente mobilizada para mais esta edição. Há um entusiasmo muito grande a partir do que foi o evento “Desafio de Campeões” e de se ter o Bento pela primeira vez em nossa nova raia. Apesar de ser uma raia provisória ela é considerada a melhor do Brasil. Tem um circuito moderno de 1500 metros aproximadamente com inclinação nas curvas o que deixa a prova muito atrativa no percurso de 2400 metros. Quanto as apostas esperamos jogar 700 mil reais na quinta-feira e 1.100 mil no sábado somando as pedras do JCB e JCSP.

O JCRGS vem se destacando no aumento de movimento de apostas, a que se deve isto ?

 Felizzola: Se compararmos dados históricos saltamos de uma média de 300 mil para 460 mil na pedra do JCB do ultimo semestre de 2013 para o terceiro de 2014. É um crescimento de 50%. Não tenho conhecimento de negócios que cresceram tanto no Brasil neste período. O produto melhorou muito: a pista nova, o numero de animais por prova, a qualidade da imagem, e a lisura das corridas. São fatores que agradam nosso cliente principal que é o apostador, ele corresponde apostando mais. Nossas garantias de pedra também são fatores importantes, corremos mais risco e no fim nossas apostas em vencedor e quadrifeta estão subindo. A confiança em nossas corridas aumentou. Temos mais corridas de potros ( páreos cheios e campanha mais prolongada no Cristal). Enfim um ciclo virtuoso que precisamos manter e aprimorar.

 Qual a visão de futuro para o JCRGS ?

 Felizzola: Somos uma entidade, das raras no Brasil, que pode explorar o mercado de apostas. Não somos profissionais nisto. Estamos contratando profissionais: a CODERE. Eles tem 10 anos de experiência em Brasil e podem nos ajudar muito em tecnologia, processo de captação de apostas e custos. Vamos por ai. Queremos ainda aprimorar nossas parcerias; com o JCB, JCSP e com a Hipica Rioplatense. Há facilidades de logística para desenvolver um MERCOTURFE com o Uruguai. Vamos fazer isto. Vamos explorar mais a internet. O Jockey deve atuar em toda a cadeia de valor do turfe, do criador ao apostador procurando balancear os interesses. Com mais apostas, mais prêmios, mais provas, mais proprietários (principalmente os pequenos) e mais interesse do apostador. O modelo uruguaio nos inspira. Também achamos que devemos nos relacionar melhor com os sócios do JCRGS e com a comunidade de Porto Alegre. Voltar a ser um local de atração para as crianças e famílias. Isto vai acontecer em breve.

 

Na sua opinião por que o turfe no Brasil não está numa fase boa ?

Felizzola: Turfe é uma indústria complexa. Sofisticada e que necessita de absoluta competência para sobreviver concorrendo com outras formas de lazer do mundo moderno. Não há espaço para vaidades, bairrismo e falta de cooperação. E vaidade, bairrismo e falta de cooperação é tudo o que prevalece na maioria das vezes. Soluções óbvias como um calendário anual para todos os Hipódromos, reuniões exclusivas em cada dia do ano, coordenação entre os hipódromos nas apostas com pedra única, não conseguem ser implementadas. Obvio que por conta do patrimônio dos clubes e não por conta do bolso daqueles que não conseguem um entendimento. Isto não vai durar muito. O dinheiro acaba… Maronas é um exemplo, quebrou para ressurgir das cinzas. Turfe não pode ser sustentado com política clubistica, turfe é negócio, Hipódromos são equipamentos complexos que precisam de gestão competente. Estamos com marco legal paleolítico, e isto tem de mudar. Se não mudar vão haver mutações após a morte das entidades que estão ai… O JCRGS é uma mutação. Nós já fomos quebrados, estamos nos reerguendo e temos ciência que não há espaço para brincar de clube, precisamos resultados nos negócios. Por isto estamos com a CODERE, profissionais que vão nos ajudar no negócio. Muito simples. Pragmático.

 

Quem ganha o Bento ?

 Felizzola: Na vontade SAVE THE TIGER. Na racionalidade BEDUINO DO BRASIL. Vai dar a vontade…